Os últimos relatórios do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) alertam para a urgência de atuar visando a rápida redução das emissões globais líquidas de dióxido de carbono e outros gases de efeito de estufa (GEE), na perspetiva de limitar o aquecimento global a 1,5°C até ao final deste século

Esses relatórios advertem que os efeitos da desestabilização do sistema climático, incluindo os que afetam o ciclo hidrológico, persistirão por séculos, pelo que serão necessárias transições sem precedentes em todos os aspetos da sociedade O XI Congresso Ibérico de Gestão e Planeamento da Água pretende dinamizar a discussão de ações que contribuam para conceber e conduzir uma transição hídrica justa visando sociedades descarbonizadas e adaptadas aos efeitos das mudanças climáticas.

Para esse fim, propomos organizar o debate em quatro áreas temáticas com inúmeras interconexões entre elas: La exploración de los escenarios hacia los que es deseable y posible transitar, teniendo en cuenta las restricciones derivadas de una reducción drástica de los GEI y la voluntad de preservar valores como la libertad, la democracia, el reparto justo de riesgos, cargas y beneficios o la protección de los más vulnerables. En definitiva, abordar qué es una transición justa y cómo se logra.

El análisis de los cambios institucionales y los modelos de gobernanza que deben acompañar la transición hídrica en una sociedad digital, con especial atención a los aspectos de generación y comunicación de conocimiento y de educación para la adaptación al nuevo contexto de cambio global.

A exploração dos cenários para os quais é desejável e possível avançar, tendo em consideração as restrições inerentes a uma redução drástica de GEE e a vontade de preservar valores como a liberdade, a democracia, a distribuição justa de riscos, encargos e benefícios, ou a proteção dos mais vulneráveis. Em resumo, pretende discutir-se o conceito de transição justa e como ela é alcançada.

A análise de mudanças institucionais e modelos de governança que devem acompanhar a transição hídrica numa sociedade digital, dando atenção especial a aspetos de criação e comunicação de conhecimento e educação para a adaptação ao novo contexto de mudança global.

O estudo de novas formas de relacionamento social com o ambiente biofísico, priorizando o uso de processos naturais que contribuem para o bem-estar humano, sem alterar substancialmente o seu funcionamento, em contraste com a abordagem de domínio (substituição de processos), típica da mentalidade industrial.

Por último, reservamos um espaço dedicado à concretização mais imediata de medidas de ação no âmbito da atual revisão do planeamento hidrológico e das mudanças necessárias na legislação ibérica e europeia para viabilizar uma transição hídrica justa.

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